Teoria da literatura III 2018.2

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ
CULT – Departamento de Teoria Literária e Literatura Brasileira
Professora: Ieda Magri
Semestre: 2018.2

Ementa: Diferentes correntes teóricas do século XX à atualidade: formalismo russo, teoria crítica (sociológica), estruturalismo e pós-estruturalismo, desconstrução e estudos culturais.

Aula 1: apresentação do curso (11 ou 13 .9)

Aulas 2 e 3: Formalismo russo (18 e 25 ou 20 e 27.9)
Chklóvski, Victor. “A arte como procedimento” A arte como procedimento – V. Chklovski
Eikhenbaum, Boris.  “Como é feito O Capote de Gogol” Como é feito o capote de Gogol – B. Eikhenbaum
Gogol, Nikolai. O capote. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2001 O capote – Gogol

Aulas 4 e 5: Estruturalismo, pós-estruturalismo (2 e 9 ou 4 e 11. 10)
Barthes, Roland. “A morte do autor” A_morte_do_autor_barthes e “Da obra ao texto” BARTHES-da obra ao texto
Borges, Jorge Luis. “Pierre Menard, autor de Quixote” Pierre-Menard-o-autor-de-Dom-Quixote

Aulas 6 e 7: Desconstrução (16 e 23 ou 18 e 25.10)
Santiago, Silviano. Glossário de Derrida. Entradas: Jogo; construção; complemento; suplemento; diffèrance; estrutura; indecidível Santiago-Glossario-de-Derrida
Derrida, Jaques. “A estrutura, o signo e o jogo nas ciências humanas” DERRIDA-Jacques-A-estrutura-o-signo-e-o-jogo-nas-ciencias-humanas

Aulas 8 e 9: Literatura e sociedade (Escola de Frankfurt) (30.10 e 6.11 ou 1 e 8.11)
Benjamin, Walter. “A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica” A obra de arte na época da reprodutibilidade técnica- Benjamin
Adorno, Theodor. “A Indústria Cultural: o esclarecimento como mistificação das massas” Adorno_industria cultural

Aulas 10 e 11: Estudos culturais (13 e 27.11 ou 22 e 29.11)

Hall, Stuart. Estudos culturais e seu legado teórico. Estudos culturais-Stuart-Hall

Santiago, Silviano. A democratização no Brasil (1975-1981) Cultura X Arte. democratizacaonobrasil

Aula 12: Discussão de La confesión, de César Aira (4 ou 6.12) Na pasta há a tradução. Aqui o romance completo em espanhol: Aira-Cesar-La-Confesion

Aula 13: Prova (11 ou 13.12) (Associar os capítulos iniciais do romance La confesión com uma das linhas teóricas estudadas no curso. Ou seja, pensar em como esse romance tematiza, critica ou subscreve essas teorias)

Aula 14: (reserva técnica ou devolução das provas) (18 ou 20.12)

Avaliação: nota de seminário com entrega de resenha do texto escolhido. (Cada aluno deve escolher um dos textos para apresentar em diálogo com a professora e a turma) + nota da prova final.

Bibliografia
ADORNO, HORKHEIMER. Dialética do esclarecimento. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rj: Jorge Zahar Editor, 1985.
BARTHES, Roland. O rumor da lingua. Trad. Mario Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas I. Magia e técnica, arte e política. Trad. Sérgio Paulo Rouanet. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
BORGES, Jorge Luiz. Ficções. Trad. Carlos Nejar. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
CHKLOVSKI; EIKHENBAUM et al. Teoria da literatura: formalistas russos. POA: Ed Globo, sem ano.
DERRIDA, Jacques. A escritura e a diferença. Trad. Maria Beatriz Marques Nizza da Silva. São Paulo: Perspectiva, 1971.
GOGOL. O capote. Trad. Maria Aparecida Botelho Pereira Soares. RJ: Alhambra, 1986.

HALL, Stuart. Da diáspora. Identidades e mediações culturais. Org. Liv Sovik. Belo Horizonte: Ed da UFMG, 2013.

SANTIAGO, Silviano. O cosmopolitismo do pobre. Crítica Literária e crítica cultural. Belo Horizonte: Ed da UFMG, 2004.

SANTIAGO, Silviano. Glossário de Derrida. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976.

Teoria da literatura I 2019.1

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ
CULT – Departamento de Teoria Literária e Literatura Brasileira
Professora: Ieda Magri
Semestre: 2019.1

Ementa: Concepções de literatura. O conceito de gênero literário. Introdução à interpretação de textos.

Aula 1: Apresentação da disciplina: objetivos, programa, cronograma, bibliografia e avaliação;

Aulas 2 e 3: O que é teoria (cap. 1 de Introdução à teoria literária, de Jonathan Culler) CULLER__Jonathan maior

Aulas 4 e 5: O que é literatura (cap. 2 de Introdução à teoria literária, de Jonathan Culler)

Aulas 6 e 7: Introdução à leitura de A Odisseia: leitura e discussão de O Mundo de Homero, de Pierre Vidal-Naquet, capítulos: 1; 5; 8 e 9 Pierre Vidal Naquet – O Mundo de Homero

Aulas 8, 9, 10 e 11: Leitura e discussão de A Odisseia, de Homero

Odisseia-01

Odisseia-02

Odisseia-03

Aulas 12 e 13: “A cicatriz de Ulisses”, em Mimeses, de Auerbach

Aulas 14 e 15: Platão: Livro X da República: o problema da representação e a busca pelo conhecimento platao-a-republica_livro 10

Novo PDF com notas: Platão 10

Aula 16: Prova 1

Aulas 17 e 18: Sófocles: Édipo Rei, análise e comentários Edipo_rei_de_sofocles

Aulas 19 e 20: Poética de Aristóteles: catarse e tragédia aristoteles-poetica-gulbenkian

Leitura de apoio: Lygia Militz da Costa – A poética de aristóteles

Aulas 21 e 22: Longino: do sublime Do Sublime

Aula 23: Prova 2

Aulas 24 e 25: Hamlet, de Shakespeare: análise e comentários a partir de “William Shakespeare: Hamlet”, em Como e por que ler, de Harold Bloom. Shakespeare-Hamlet + Como_e_Por_Que_Ler_-_Harold_Bloom

Aulas 26 e 27: Baudelaire e a modernidade. Análise de poemas e discussão de O pintor da vida moderna. BAUDELAIRE – O pintor da vida moderna + baudelaire-spleen-de-paris

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Aulas 28 e 29: Os cinco paradoxos da modernidade, compagnon_cinco paradoxos

Aula 30: Prova final

Obs.: 7 faltas reprovam

BIBLIOGRAFIA:

ARISTOTELES; HORACIO; LONGINO. A poética clássica. Trad. Jaime Bruna. 12.ed. Snao Paulo: Cultrix, 2005.

AUERBACH, Erich. Mimesis: a representação da realidade na literatura ocidental. Trad. George Sperber. São Paulo: Perspectiva, 1976.

BAUDELAIRE, Charles. As flores do mal. Trad. Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

BLOOM, Harold. Como e por que ler. Trad. José Roberto O’Shea. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

BLOOM, Harold. Onde encontrar a sabedoria? Trad. José Roberto O’Shea. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.

COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria: literatura e senso comum. Trad. Cleonice Paes Barreto Mourão. Belo Horizonte, Editora da UFMG, 1999.

COMPAGNON, Antoine. Os cinco paradoxos da modernidade. Trad. de Cleonice Mourão et al. Belo Horizonte : Editora UFMG, 1996.

CULLER, Jonathan. Teoria literária, uma introdução.Trad. Sandra Vasconcelos. São Paulo: Beca Produções Culturais, 1999.

HOMERO. Odisseia. Tradução Donaldo Schüler. Porto Alegre: LP&M, 2007.

KOTT, Jan. Shakespeare nosso contemporâneo. Trad. Paulo Neves. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

PLATÃO. A república. Trad. Leonel Vallandro. Rio de Janeiro: EDIOURO, s/d.

SHAKESPEARE, William. Hamlet. Trad. Millôr Fernandes. Porto Alegre: L&PM, 1999.

SÓFOCLES. Édipo Rei. Trad. Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 1999.

VIDAL-NAQUET, Pierre. O mundo de Homero. Trad. Jônatas Batista Neto. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

 

Técnicas de pesquisa de fontes bibliográficas e virtuais 2017.1

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ
CULT – Departamento de Teoria Literária e Literatura Brasileira
Professora: Ieda Magri
Semestre: 2017.1

Ementa: técnicas de pesquisas de fontes bibliográficas: diversificação de materiais didáticos para o ensino. Disciplina prática.

Aula 1: Aula inaugural de Silviano Santiago

Aula 2: apresentação da disciplina e proposta de trabalho
Aula 3: discussão de Literatura para quê?, de Antoine Compagnon Compagnon, Antoine. Literatura, para quê
Aula 4: discussão do texto Da intransitividade do ensino de literatura, de Fabio Akcelrud Durão Durão. Da intransitividade do ensino da literatura

JANEIRO a março, 2018
Aula 5: discussão de Suíte acadêmica: apontamentos poéticos para elaboração de projetos de pesquisa em Comunicação, de João Anzanelo Carrascoza Suite academica

01.02, 14h — Aula 6: visita guiada a FBN
08.02 — Aula 7: conversa e apresentação dos alunos quanto à busca de um texto ideal para trabalhar uma aula para o ensino médio tendo em vista as questões teóricas abordadas no curso (nota 1a)
15.02, carnaval — Aula 8: aula reservada para uma visita a uma livraria (livre)
22.02 — Aula 9: conversa sobre “O que você encontrou numa livraria?” que poderia ser útil para sua aula (não precisa comprar, basta folhear, fotografar, buscar em sebos ou na internet depois) (nota 1b)
01.03 — Aula 10: apresentação dos trabalhos escritos e do texto escolhido (nota 2)         08.03 — Aula 11: apresentação dos trabalhos escritos e do texto escolhido (nota 2)
15.03 — Aula 12: discussão de O que fazer com a literatura + O incompreensível, de César Aira

Avaliação
Nota 1: participação nas atividades do curso (5.0 cada)
Nota 2: trabalho escrito e apresentação (10.0)
Nota final: resultado da soma entre notas 1a e b + nota 2, divido por 2

REFERÊNCIAS
COMPAGNON, Antoine. Literatura para quê?. Trad. Laura Taddei Brandini. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
CULLER, Jonathan. Teoria literária, uma introdução.Trad. Sandra Vasconcelos. São Paulo: Beca Produções Culturais, 1999.
DURÃO. Fabio Akcelrud. Da intransitividade do ensino de literatura. Matraga. Revista do Programa de Pós-Graduação da UERJ. Vol. 24, n. 40, maio 2017.

Prática de interpretação de textos I 2017.1

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ
CULT – Departamento de Teoria Literária e Literatura Brasileira
Professora: Ieda Magri

Ementa: Leituras teóricas sobre a construção da interpretação; e exercícios de interpretação a partir de problemas colocados por alguma ficção e poesia recentes.

Aula 1: apresentação do curso. Conversa a partir do texto “Leitura: modalidades e técnicas”, de Um pouco de método, de Roberto Acízelo e encaminhamento ao texto Como fazer uma resenha acadêmica, de Maria Lucia Andrade

Aula 2 : “A inelutável cisão do olhar” e “O evitamento do vazio” (cap. 1 e 2 de O que vemos, o que nos olha, de Didi-Huberman) didi-huberman, g. o que vemos, o que nos olha

Aula 3: Ensaio de interpretação: “Ideias do canário”, de Machado de Assis ideias do canario

Aulas 4: Linguagem, sentido e interpretação (cap. 4 de Introdução à teoria literária, de Jonathan Culler) CULLER__Jonathan maior

JANEIRO a março, 2018

25.01 — Aula 5: Ensaio de interpretação: “O sul”, de Borges Ficções_Borges

01.02 — Aula 6: Retórica, poética e poesia (cap. 5 de Introdução à teoria literária, de Jonathan Culler)

08.02 — Aula 7: Ensaio de interpretação: A máquina do mundo, de Drummond drummond-claro-enigma

22.2 e 08.03 — Aulas 8 e 9: A máquina do mundo na interpretação de Alfredo Bosi e A máquina do mundo na interpretação de Silviano Santiago — Seminários dos alunos em busca das especificidades de cada uma das interpretações propostas silviano-santiago-camc3b5es-e-drummond

15.03 — Aula 10: entrega da resenha e discussão de Contra a interpretação, de Susan Sontag Contra a Interpretação – Susan Sontag 

22.03 — Prova final para aqueles que não alcançaram nota suficiente

Avaliação: nota 1 + nota 2 divididas por 2 = média final. A nota 3 servirá para aumentar a média final.
Nota 1 – resenha de um dos textos teóricos conforme passos em Como fazer uma resenha acadêmica (texto na pasta e no blog); nota 2 – seminário; nota 3 – participação em sala, especialmente nos ensaios de interpretação.

Bibliografia
ANDRADE, Carlos Drummond de. Claro Enigma. Rio de Janeiro: Record, 2000.
ANDRADE, Maria Lucia C.V. Resenha. São Paulo: Paulistana, 2006.
BORGES, Jorge Luiz. Ficções. Trad. Carlos Nejar. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
BOSI, Alfredo. Céu, inferno. São Paulo: Duas cidades, Ed 34, 2003.
CULLER, Jonathan. Teoria literária, uma introdução.Trad. Sandra Vasconcelos. São Paulo: Beca Produções Culturais, 1999.
HUBERMANN, Didi. O que vemos, o que nos olha. Trad. Paulo Neves. São Paulo: Ed 34, 1998.
ASSIS, Machado de. Páginas Recolhidas. São Paulo: Globo, 1997.
SANTIAGO, Silviano. “Camões e Carlos Drummond: a máquina do mundo”. In: Walty, Ivete Lara Camargos; Cury, Maria Zilda Ferreira (org.). Drummond: poesia e experiência. Belo Horizonte: Autêntica, 2002, p. 13-27.
SONTAG, Susan. Contra a interpretação. Trad. Ana Maria Capovilla. POA: L&PM, 1987.
SOUZA, Roberto Acízelo de. Um pouco de método nos estudos literários em particular, com extensão às humanidades em geral. São Paulo: É Realizações, 2016.