LITERATURA CONTEMPORÂNEA NA AMÉRICA LATINA – mestrado

EMENTA
O curso propõe uma reflexão sobre o contemporâneo enquanto conceito e suas implicações em alguma literatura atual na América Latina. A partir da pergunta sobre o tempo em que vivemos e as (in) especificidades da literatura, a ideia de contemporâneo vai ganhando contorno: o de uma literatura fora de si, pós-autônoma, implicada com formas deformantes, entre experiência e experimentalismo, exibição do procedimento e processos de construção da figura do autor.

PROGRAMA
24.4 – Apresentação do curso
I – Algumas ideias sobre o contemporâneo e a literatura
08.5 – Agamben e Didi-Huberman: o escuro e os vaga-lumes O que e o contemporaneo_Agamben + Sobrevivencia-Dos-Vaga-Lumes
15.5 – Rancière e uma pergunta para pensar a arte: “Em que tempo vivemos?”
22.5 – A partilha do sensível, o dissenso e as políticas da arte: partilha do sensivel + dissenso + espectador emancipado
29.5 – Josefina Ludmer: “Pensar sincro”; Pós-autonomia — Aqui América Latina
05.6 – A inespecificidade, a literatura expandida, estética da emergência: Florência Garramuño + Reinaldo Laddaga

II – Implicações do contemporâneo na literatura Latino Americana
12.6 – César Aira: o procedimento
19.6 – Roberto Bolaño: literatura, experiência e crítica
26.6 – Ricardo Piglia: o diário como laboratório da escrita e livro da vida
03.7 – Diamela Eltit + Lina Meruane + Guadalupe Nettel: literatura a partir do corpo

III – Pensamento crítico brasileiro e literatura contemporânea
10.7 – A modernidade em ruínas: Leyla Perrone-MoisésPERRONE-MOISES-Leyla-Altas-literaturas
17.7 – Panorama (narrativas): Beatriz Resende Possibilidades da nova escrita literária no Brasil

Karl Eric Shollammer SCHOLLHAMMER- Karl Erik – SCHOLLHAMMER- Karl Erik – Ficcao brasileira contemporanea

24.7 – Panorama (poesia e “objetos estéticos”): Flora Sussekind, Objetos verbais não identificados: um ensaio de Flora Süssekind – Prosa: O Globo

Marcos Siscar, A cisma da poesia_Siscar
31.7 – Três autores brasileiros na América Latina – Paloma Vidal (Algum Lugar) + Verônica Stigger (Opsinae Sviata) + J. P. Cuenca (Descobri que estava morto)

07.8 – Apresentação das propostas de trabalho dos inscritos no curso
14.8 (aula extra)

REFERÊNCIAS
AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo? e outros ensaios. Trad. Vinícius Nicastro Honesko. Chapecó, 2009.
AIRA. César. Continuação de ideias diversas. Trad. Joca Wolff. Rio de Janeiro: Papéis selvagens, 2017.
AIRA. César. Pequeno manual de procedimentos. Trad. Eduard Marquardt. Curitiba: Arte e Letra, 2007.
AIRA. César. La confesión. Buenos Aires: Beatriz Viterbo, 2009.
BOLAÑO, Roberto. Entre parenteses. Ensayos, artículos y discursos (1998-2003). Barcelona: Anagrama, 2004.
BOLAÑO, Roberto. Os detetives selvagens. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
BOLAÑO, Roberto. 2666. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
CUENCA, João Paulo. Descobri que estava morto. Rio de Janeiro: Planeta, 2016.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Sobrevivência dos vaga-lumes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
ELTIT, Diamela. Jamais o fogo nunca. Trad. Julián Fuks. Belo Horizonte, Relicário, 2017.
GARRAMUÑO, Florencia. La experiencia opaca. Literatura y desencanto. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica de Argentina, 2009.
GARRAMUÑO, Florencia. Frutos estranhos: sobre a inespecificidade na estética contemporânea. Trad. Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.
LADDAGA, Reinaldo. Estética de laboratório. Estratégias das artes do presente. Trad. Magda Lopes. São Paulo: Martins Fontes, 2013.
LADDAGA, Reinaldo. Estética da emergência. A formação de outra cultura das artes. Trad Magda Lopes. São Paulo: Martins Fontes, 2012.
LUDMER, Josefina. Aqui América latina. Uma especulação. Trad. Rômulo Monte Alto. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
MERUANE, Lina. Sangue no olho. Trad. Josely Vianna Baptista. São Paulo: Cosac Naif, 2015.
NETTEL, Guadalupe. O corpo em que nasci. Trad. Ronaldo Bressane. Rio de janeiro: Rocco, 2013.
OLINTO, Heidrun Krieger; SCHØLLHAMMER. Karl Erik; SIMONI, Mariana. (orgs.) Literatura e artes na crítica contemporânea. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, 2016.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Altas Literaturas. São Paulo: Cia das Letras, 1998.
PIGLIA, Ricardo. Os diários de Emilio Renzi: os anos de formação. Trad. Sérgio Molina. São Paulo: Todavia, 2017.
RANCIÈRE, Jacques. Em que tempo vivemos? In: Revista Serrote. n. 16, março de 2014, p. 203-222. Trad. Donaldson M. Garschagen.
RANCIÈRE, Jacques. O espectador emancipado. Trad. Ivone C. Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2014.
RESENDE, Beatriz; FINAZZI-AGRÓ, Ettore (Org.) Possibilidades da nova escrita literária no Brasil. Rio de Janeiro: Revan, 2014.
SCHØLLHAMMER. Karl Erik. Ficção brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.
SISCAR, Marcos. “O discurso da crise e a democracia por vir”. In: Poesia e crise. Campinas, São Paulo: Editora da Unicampi, 2010.
STIGGER, Verônica. Sul. São Paulo: Editora 34, 2016.
STIGGER, Verônica. Opisanie świata. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
SUSSEKIND, Flora. Coros dissonantes: objetos verbais não identificados na literatura brasileira contemporânea. In: LINS, Vera; PENJON, Jacqueline; SUSSEKIND, Flora (Orgs.). Interpretações literárias do Brasil moderno e contemporâneo. Rio de Janeiro: 7Letras, 2014
VIDAL, Paloma. Algum lugar. Rio de Janeiro: 7Letras, 2009.

AVALIAÇÃO
Apresentação de pelo menos um seminário durante o curso (a escolher entre textos teóricos e ficcionais)
Monografia ao final do curso a partir dos temas e da bibliografia discutidos.

One thought on “LITERATURA CONTEMPORÂNEA NA AMÉRICA LATINA – mestrado”

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s