LITERATURA CONTEMPORÂNEA NA AMÉRICA LATINA – mestrado

EMENTA
O curso propõe uma reflexão sobre o contemporâneo enquanto conceito e suas implicações em alguma literatura atual na América Latina. A partir da pergunta sobre o tempo em que vivemos e as (in) especificidades da literatura, a ideia de contemporâneo vai ganhando contorno: o de uma literatura fora de si, pós-autônoma, implicada com formas deformantes, entre experiência e experimentalismo, exibição do procedimento e processos de construção da figura do autor.

PROGRAMA
24.4 – Apresentação do curso
I – Algumas ideias sobre o contemporâneo e a literatura
08.5 – Agamben e Didi-Huberman: o escuro e os vaga-lumes O que e o contemporaneo_Agamben + Sobrevivencia-Dos-Vaga-Lumes
15.5 – Rancière e uma pergunta para pensar a arte: “Em que tempo vivemos?”
22.5 – A partilha do sensível, o dissenso e as políticas da arte: partilha do sensivel + dissenso + espectador emancipado
29.5 – Josefina Ludmer: “Pensar sincro”; Pós-autonomia — Aqui América Latina
05.6 – A inespecificidade, a literatura expandida, estética da emergência: Florência Garramuño + Reinaldo Laddaga

II – Implicações do contemporâneo na literatura Latino Americana
12.6 – César Aira: o procedimento
19.6 – Roberto Bolaño: literatura, experiência e crítica
26.6 – Ricardo Piglia: o diário como laboratório da escrita e livro da vida
03.7 – Diamela Eltit + Lina Meruane + Guadalupe Nettel: literatura a partir do corpo

III – Pensamento crítico brasileiro e literatura contemporânea
10.7 – A modernidade em ruínas: Leyla Perrone-Moisés
17.7 – Panorama (narrativas): Beatriz Resende, Karl Eric Shollammer
24.7 – Panorama (poesia e “objetos estéticos”): Flora Sussekind, Marcos Siscar
31.7 – Três autores brasileiros na América Latina – Paloma Vidal (Algum Lugar) + Verônica Stigger (Opsinae Sviata) + J. P. Cuenca (Descobri que estava morto)

07.8 – Apresentação das propostas de trabalho dos inscritos no curso
14.8 (aula extra)

REFERÊNCIAS
AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo? e outros ensaios. Trad. Vinícius Nicastro Honesko. Chapecó, 2009.
AIRA. César. Continuação de ideias diversas. Trad. Joca Wolff. Rio de Janeiro: Papéis selvagens, 2017.
AIRA. César. Pequeno manual de procedimentos. Trad. Eduard Marquardt. Curitiba: Arte e Letra, 2007.
AIRA. César. La confesión. Buenos Aires: Beatriz Viterbo, 2009.
BOLAÑO, Roberto. Entre parenteses. Ensayos, artículos y discursos (1998-2003). Barcelona: Anagrama, 2004.
BOLAÑO, Roberto. Os detetives selvagens. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
BOLAÑO, Roberto. 2666. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
CUENCA, João Paulo. Descobri que estava morto. Rio de Janeiro: Planeta, 2016.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Sobrevivência dos vaga-lumes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
ELTIT, Diamela. Jamais o fogo nunca. Trad. Julián Fuks. Belo Horizonte, Relicário, 2017.
GARRAMUÑO, Florencia. La experiencia opaca. Literatura y desencanto. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica de Argentina, 2009.
GARRAMUÑO, Florencia. Frutos estranhos: sobre a inespecificidade na estética contemporânea. Trad. Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.
LADDAGA, Reinaldo. Estética de laboratório. Estratégias das artes do presente. Trad. Magda Lopes. São Paulo: Martins Fontes, 2013.
LADDAGA, Reinaldo. Estética da emergência. A formação de outra cultura das artes. Trad Magda Lopes. São Paulo: Martins Fontes, 2012.
LUDMER, Josefina. Aqui América latina. Uma especulação. Trad. Rômulo Monte Alto. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
MERUANE, Lina. Sangue no olho. Trad. Josely Vianna Baptista. São Paulo: Cosac Naif, 2015.
NETTEL, Guadalupe. O corpo em que nasci. Trad. Ronaldo Bressane. Rio de janeiro: Rocco, 2013.
OLINTO, Heidrun Krieger; SCHØLLHAMMER. Karl Erik; SIMONI, Mariana. (orgs.) Literatura e artes na crítica contemporânea. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, 2016.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Altas Literaturas. São Paulo: Cia das Letras, 1998.
PIGLIA, Ricardo. Os diários de Emilio Renzi: os anos de formação. Trad. Sérgio Molina. São Paulo: Todavia, 2017.
RANCIÈRE, Jacques. Em que tempo vivemos? In: Revista Serrote. n. 16, março de 2014, p. 203-222. Trad. Donaldson M. Garschagen.
RANCIÈRE, Jacques. O espectador emancipado. Trad. Ivone C. Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2014.
RESENDE, Beatriz; FINAZZI-AGRÓ, Ettore (Org.) Possibilidades da nova escrita literária no Brasil. Rio de Janeiro: Revan, 2014.
SCHØLLHAMMER. Karl Erik. Ficção brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.
SISCAR, Marcos. “O discurso da crise e a democracia por vir”. In: Poesia e crise. Campinas, São Paulo: Editora da Unicampi, 2010.
STIGGER, Verônica. Sul. São Paulo: Editora 34, 2016.
STIGGER, Verônica. Opisanie świata. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
SUSSEKIND, Flora. Coros dissonantes: objetos verbais não identificados na literatura brasileira contemporânea. In: LINS, Vera; PENJON, Jacqueline; SUSSEKIND, Flora (Orgs.). Interpretações literárias do Brasil moderno e contemporâneo. Rio de Janeiro: 7Letras, 2014
VIDAL, Paloma. Algum lugar. Rio de Janeiro: 7Letras, 2009.

AVALIAÇÃO
Apresentação de pelo menos um seminário durante o curso (a escolher entre textos teóricos e ficcionais)
Monografia ao final do curso a partir dos temas e da bibliografia discutidos.

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Técnicas e/ou Materiais 2017.2 (abril a agosto de 2018)

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ
CULT – Departamento de Teoria Literária e Literatura Brasileira
Plano da disciplina: TÉCNICAS DE PESQUISA DE FONTES BIBLIOGRÁFICAS E VIRTUAIS ou MATERIAIS PARA O ENSINO DA LITERATURA
Professora: Ieda Magri
Semestre: 2017.2 e 2018.1
(Textos na pasta da professora (541) no xerox do andar 11 e em https://iedamagri.wordpress.com)

Ementa: Disciplina prática, com pesquisa de autores contemporâneos

Aula 1: apresentação da disciplina e proposta de trabalho
Aula 2: apresentação da pesquisa A literatura contemporânea no contexto da América Latina
Aula 3: os prêmios literários brasileiros
Aula 4: Leyla Perrone-Moisés – Valores modernos: PERRONE-MOISES-Leyla-valores modernos
Aula 5: Josefina Ludmer – Valores contemporâneos: literaturas pos autonomas
Aula 6 – Uma leitura do contemporâneo com Beatriz Resende e Flora Sussekind:  Possibilidades da nova escrita literária no Brasil + Objetos verbais não identificados: um ensaio de Flora Süssekind – Prosa: O Globo

Aulas 7 a 15: apresentações individuais do autor e livro escolhido a partir dos prêmios literários estudados

Texto orientador para a produção da resenha: como fazer uma resenha academica
Ficha orientadora para a pesquisa do autor/livro: Ficha para pesquisa de autores

Avaliação
Nota 1: apresentação oral
Nota 2: resenha do autor/livro escolhido
Nota final: resultado da soma entre notas 1 e 2, divido por 2

 

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Maria Lucia C.V. Resenha. São Paulo: Paulistana, 2006.
LINS, Vera; PENJON, Jacqueline; SUSSEKIND, Flora. Interpretações literárias do Brasil moderno e contemporâneo. Rio de Janeiro: 7Letras, 2014.
LUDMER, Josefina. Aqui América latina. Uma especulação. Trad. Rômulo Monte Alto. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
RESENDE, Beatriz; FINAZZI-AGRÓ, Ettore (Org.) Possibilidades da nova escrita literária no Brasil. Rio de Janeiro: Revan, 2014.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Altas Literaturas. São Paulo: Cia das Letras, 1998.

Teoria II — 2017.2 (abril a agosto de 2018)

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ
CULT – Departamento de Teoria Literária e Literatura Brasileira
Plano da disciplina: Teoria da Literatura 2
Professora: Ieda Magri — Semestre: 2017/2 + 2018/01 — abril a agosto de 2018

(Textos na pasta da professora (541) no xerox do andar 11 e em https://iedamagri.wordpress.com. É necessário estar com os textos na sala de aula, em todas as aulas.)

Aulas 1: apresentação da disciplina

A poética clássica: mímesis, gêneros literários
Aula 2: Livro 3 de A República, de Platão: platao-a-republica-livro 3
Aulas 3 e 4: Livro 10 de A República, de Platão: platao-a-republica_livro 10
Aulas 5 e 6: Livro 1 da Odisseia: (Procurar comprar a trad. de  Donaldo Schüler, da LP&M. https://www.amazon.com.br/Odiss%C3%A9ia-Homero-ebook/dp/B00A3D9ST8) Mas aqui uma versão menos divertida: ODISSÉIA – HOMERO
Aulas 7 e 8: Livro 2 da Odisseia
Aulas 9 e 10: Livro 3 da Odisseia Odisseia-03
Aulas 11 e 12: A poética de Aristóteles: aristoteles-poetica-gulbenkian-dig-c
Aulas 13 e 14: Édipo Rei, de Sófocles: Edipo_rei_de_sofocles

Prova 1 + comentário das provas: Aulas 15 e 16

Modos de ler — modernidade 1
Aulas 17 e 18: Hamlet, de Shakespeare: Shakespeare-Hamlet
Aulas 19 e 20: “Como ler Hamlet”, de Harold Bloom: Como_e_Por_Que_Ler_-_Harold_Bloom

Modos de ler — modernidade 2
Aulas 19 e 20: Leitura e discussão do cap. 1 de As regras da arte, de Pierre Bourdieu: bourdieu-pierre-as-regras-da-arte
Aulas 21 e 22: Discussão de Madame Bovary, de Flaubert (Leitura obrigatória. É necessário trazer o livro para a aula. Não está na pasta, nem no blog. Use uma biblioteca ou um sebo ou uma livraria).
Aulas 23 e 24: Leitura e discussão de “O romance sob acusação”, de Walter Siti: somente na pasta

Modos de ler — contemporâneo
Aulas 25 e 26: Leitura e discussão de “Literaturas pós-autônomas”, de Josefina Ludmer: literaturas pos autonomas
Aulas 27 e 28: Discussão de Como me tornei freira, de César Aira. (Leitura obrigatória. É necessário trazer o livro para a aula. Não está na pasta, nem no blog. Use uma biblioteca ou um sebo ou uma livraria).

Prova 2 + comentário das provas: Aulas 29 e 30

Bibliografia
ARISTOTELES. Poética. São Paulo: Difel, 1964.
AIRA, César. Como me tornei freira. Trad. Angélica Freitas. Rio de Janeiro, Rocco, 2013.
BLOOM, Harold. Como e por que ler. Trad. José Roberto O’Shea. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
BOURDIEU, Pierre. As regras da arte. Gênese e estrutura do campo literário. Trad. Maria Lucia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary. Trad. Mário Laranjeira. São Paulo: Cia das Letras; Penguin, 2011.
HOMERO. Odisseia. Tradução Donaldo Schüler. Porto Alegre: LP&M, 2007.
LUDMER, Josefina. Aqui América latina. Uma especulação. Trad. Rômulo Monte Alto. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
SITI, Walter. “O romance sob acusação” + “Sustentação oral do processo contra Madame Bovary”. In: MORETTI, Franco. A cultura do romance. São Paulo: Cosac Naify, 2009.
PLATÃO. A república. Trad. Leonel Vallandro. Rio de Janeiro: EDIOURO, s/d.
SHAKESPEARE, William. Hamlet. Trad. Millôr Fernandes. Porto Alegre: L&PM, 1999.
SÓFOCLES. Édipo Rei. Trad. Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 1999.

Teoria da literatura III 2017.1

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ
CULT – Departamento de Teoria Literária e Literatura Brasileira
Professora: Ieda Magri
Semestre: 2017.1

Ementa: Diferentes correntes teóricas do século XX à atualidade: formalismo russo, teoria crítica (sociológica), estruturalismo e pós-estruturalismo, desconstrução e estudos culturais.

Aula 1: apresentação do curso. Conversa a partir do texto “Leitura: modalidades e técnicas”, de Um pouco de método, de Roberto Acízelo e encaminhamento ao texto Como fazer uma resenha acadêmica, de Maria Lucia Andrade como fazer uma resenha academica (31/08)

Aulas 2 e 3: Formalismo russo (5 e 12/09)
Chklóvski, Victor. “A arte como procedimento” A arte como procedimento – V. Chklovski
Eikhenbaum, Boris.  “Como é feito O Capote de Gogol” Como é feito o capote de Gogol – B. Eikhenbaum
Gogol, Nikolai. O capote. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2001 O capote – Gogol

Aulas 4 e 5: Literatura e sociedade (Escola de Frankfurt) (19 e 26/09)
Benjamin, Walter. “A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica” A obra de arte na época da reprodutibilidade técnica- Benjamin

JANEIRO a março, 2018
23.01 — Adorno, Theodor. “A Indústria Cultural: o esclarecimento como mistificação das massas” Adorno_dialetica_esclarec

Entrega de resenha de um dos textos teóricos vistos até aqui (nota 1) – 06 DE FEVEREIRO!

Aulas 6 e 7: Estruturalismo, pós-estruturalismo
30.01 — Barthes, Roland. “A morte do autor” e “Da obra ao texto” A_morte_do_autor_barthes + BARTHES-da obra ao texto
06.02 — Borges, Jorge Luis. “Pierre Menard, autor de Quixote” Pierre-Menard-o-autor-de-Dom-Quixote

Não haverá aula no dia 20.02

Aula 8: Desconstrução
27.02 –Derrida, Jaques. “A estrutura, o signo e o jogo nas ciências humanas” DERRIDA-Jacques-A-estrutura-o-signo-e-o-jogo-nas-ciencias-humanas

AULA 9 CANCELADA  — Santiago, Silviano. Glossário de Derrida. Entradas: Jogo; construção; complemento; suplemento; diffèrance; estrutura; indecidível Santiago-Glossario-de-Derrida

Aulas 10 e 11: Estudos culturais

06.03 — Hall, Stuart. Estudos culturais e seu legado teórico. Estudos culturais-Stuart-Hall

13.03 — Santiago, Silviano. A democratização no Brasil (1975-1981) Cultura X Arte. democratizacaonobrasil

Entrega de resenha de um dos textos teóricos a partir da aula 6 (nota 2) – 20 de março

20.03 — Aula 12 — Discussão dos cap. 2 e 3 de La confessión, de César Aira (somente na pasta 541)

27.03: avaliação final (prova sobre todo o conteúdo da disciplina para quem não alcançou nota suficiente)

Avaliação: nota 1 + nota 2 divididas por 2 = média final
As resenhas devem ser feitas segundo o texto Como fazer uma resenha acadêmica

Bibliografia
ANDRADE, Maria Lucia C.V. Resenha. São Paulo: Paulistana, 2006.
ADORNO, HORKHEIMER. Dialética do esclarecimento. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rj: Jorge Zahar Editor, 1985.
BARTHES, Roland. O rumor da lingua. Trad. Mario Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas I. Magia e técnica, arte e política. Trad. Sérgio Paulo Rouanet. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
BORGES, Jorge Luiz. Ficções. Trad. Carlos Nejar. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
CHKLOVSKI; EIKHENBAUM et al. Teoria da literatura: formalistas russos. POA: Ed Globo, sem ano.
DERRIDA, Jacques. A escritura e a diferença. Trad. Maria Beatriz Marques Nizza da Silva. São Paulo: Perspectiva, 1971.
GOGOL. O capote. Trad. Maria Aparecida Botelho Pereira Soares. RJ: Alhambra, 1986.

HALL, Stuart. Da diáspora. Identidades e mediações culturais. Org. Liv Sovik. Belo Horizonte: Ed da UFMG, 2013.

SANTIAGO, Silviano. O cosmopolitismo do pobre. Crítica Literária e crítica cultural. Belo Horizonte: Ed da UFMG, 2004.

SANTIAGO, Silviano. Glossário de Derrida. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976.
SOUZA, Roberto Acízelo de. Um pouco de método nos estudos literários em particular, com extensão às humanidades em geral. São Paulo: É Realizações, 2016.

Teoria da literatura I 2017.1

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ
CULT – Departamento de Teoria Literária e Literatura Brasileira
Professora: Ieda Magri
Semestre: 2017.1

Ementa: discussão dos conceitos básicos da disciplina: literatura, teoria, crítica, gênero, interpretação

Aula 1: apresentação do curso. Conversa a partir do texto “Leitura: modalidades e técnicas”, de Um pouco de método, de Roberto Acízelo e encaminhamento ao texto Como fazer uma resenha acadêmica, de Maria Lucia Andrade como fazer uma resenha academica

Aulas 2 e 3: Discussão de Literatura para quê?, de Antoine Compagnon Compagnon, Antoine. Literatura, para quê
Aulas 4 e 5: O que é literatura?, leitura e discussão do segundo cap. de Teoria Literária, de Jonathan Culler CULLER__Jonathan maior
Aulas 6 e 7: O que é teoria?, leitura e discussão do primeiro cap. de Teoria Literária, de Jonathan Culler (no link acima)
Aulas 7 e 8: Sobre o autor: leitura e discussão de A morte do autor, de Roland Barthes e

JANEIRO a março, 2018

23 e 25.01 — O que é um autor, de Foucault A_morte_do_autor_barthes + foucaultoqueéumautor
30.01 e 01.02 — Aulas 9 e 10: A literatura e o mundo: discussão do cap. 3 de O demônio da teoria, de Antoine Compagnon COMPAGNON-Antoine-O-Demonio-da-Teoria
06.02 — Aula 11: leitura e discussão de O boxeador polaco e O discurso de Póvoa, de Eduardo Halfon (somente na pasta 541)

06.02 — Entrega de uma resenha de um dos textos teóricos vistos até a aula 10 (nota 1)

08.02 — Aula 12: Reflexões sobre o papel do crítico literário, de Eduardo F. Coutinho Criação e crítica- reflexões sobre o papel do crítico literário, Eduardo Coutinho

Não haverá aula no dia 20.02
22 e 27.02 — Aulas 13 e 14: leitura e discussão de O sul + O outro, de Jorge Luiz Borges Ficções_Borges + Borges- o outro
06 e 08.03 — Aulas 15 e 16: História literária e julgamento de valor, de Leyla Perrone Moisés PERRONE-MOISES_historia e julgamento de valor

13 e 15.02 — Aulas 17 e 18: A observação séria, cap. 2 de A coisa mais próxima da vida, de James Wood

15.03 — Entrega de uma resenha de um dos textos teóricos discutidos a partir da aula 12 (nota 2)

20.03 — Aula 19: discussões sobre as resenhas

27.03 — prova final (somente para aqueles que não obtiveram nota suficiente)

Avaliação: nota 1 + nota 2 divididas por 2 = média final.
As resenhas devem ser feitas segundo o texto Como fazer uma resenha acadêmica

Bibliografia
ANDRADE, Maria Lucia C.V. Resenha. São Paulo: Paulistana, 2006.
BARTHES, Roland. O rumor da lingua. Trad. Mario Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
BORGES, Jorge Luis. Ficções. Trad. Carlos Nejar. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
BORGES, Jorge Luis. O livro de areia. Trad. Davi Arrigucci Jr. São Paulo: Cia das Letras, 2009.
COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria. Belo Horizonte, Editora da UFMG, 1999.
COMPAGNON, Antoine. Literatura para quê?. Trad. Laura Taddei Brandini. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
COUTINHO, Eduardo F. Literatura comparada — Reflexões. Rio de Janeiro: Anablume, 2014.
CULLER, Jonathan. Teoria literária, uma introdução.Trad. Sandra Vasconcelos. São Paulo: Beca Produções Culturais, 1999.
FOUCAULT, Michel. O que é um autor. In: Estética: literatura, pintura, música e cinema. Org. Manoel Barros da Motta; trad. Inês Autran Dourado Barbosa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001.
HALFON, Eduardo. O boxeador polaco. Trad. Lui Fagundes. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Altas Literaturas. São Paulo: Cia das Letras, 1998.
SOUZA, Roberto Acízelo de. Um pouco de método nos estudos literários em particular, com extensão às humanidades em geral. São Paulo: É Realizações, 2016.

Técnicas de pesquisa de fontes bibliográficas e virtuais 2017.1

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ
CULT – Departamento de Teoria Literária e Literatura Brasileira
Professora: Ieda Magri
Semestre: 2017.1

Ementa: técnicas de pesquisas de fontes bibliográficas: diversificação de materiais didáticos para o ensino. Disciplina prática.

Aula 1: Aula inaugural de Silviano Santiago

Aula 2: apresentação da disciplina e proposta de trabalho
Aula 3: discussão de Literatura para quê?, de Antoine Compagnon Compagnon, Antoine. Literatura, para quê
Aula 4: discussão do texto Da intransitividade do ensino de literatura, de Fabio Akcelrud Durão Durão. Da intransitividade do ensino da literatura

JANEIRO a março, 2018
Aula 5: discussão de Suíte acadêmica: apontamentos poéticos para elaboração de projetos de pesquisa em Comunicação, de João Anzanelo Carrascoza Suite academica

01.02, 14h — Aula 6: visita guiada a FBN
08.02 — Aula 7: conversa e apresentação dos alunos quanto à busca de um texto ideal para trabalhar uma aula para o ensino médio tendo em vista as questões teóricas abordadas no curso (nota 1a)
15.02, carnaval — Aula 8: aula reservada para uma visita a uma livraria (livre)
22.02 — Aula 9: conversa sobre “O que você encontrou numa livraria?” que poderia ser útil para sua aula (não precisa comprar, basta folhear, fotografar, buscar em sebos ou na internet depois) (nota 1b)
01.03 — Aula 10: apresentação dos trabalhos escritos e do texto escolhido (nota 2)         08.03 — Aula 11: apresentação dos trabalhos escritos e do texto escolhido (nota 2)
15.03 — Aula 12: discussão de O que fazer com a literatura + O incompreensível, de César Aira

Avaliação
Nota 1: participação nas atividades do curso (5.0 cada)
Nota 2: trabalho escrito e apresentação (10.0)
Nota final: resultado da soma entre notas 1a e b + nota 2, divido por 2

REFERÊNCIAS
COMPAGNON, Antoine. Literatura para quê?. Trad. Laura Taddei Brandini. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
CULLER, Jonathan. Teoria literária, uma introdução.Trad. Sandra Vasconcelos. São Paulo: Beca Produções Culturais, 1999.
DURÃO. Fabio Akcelrud. Da intransitividade do ensino de literatura. Matraga. Revista do Programa de Pós-Graduação da UERJ. Vol. 24, n. 40, maio 2017.

Prática de interpretação de textos I 2017.1

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ
CULT – Departamento de Teoria Literária e Literatura Brasileira
Professora: Ieda Magri

Ementa: Leituras teóricas sobre a construção da interpretação; e exercícios de interpretação a partir de problemas colocados por alguma ficção e poesia recentes.

Aula 1: apresentação do curso. Conversa a partir do texto “Leitura: modalidades e técnicas”, de Um pouco de método, de Roberto Acízelo e encaminhamento ao texto Como fazer uma resenha acadêmica, de Maria Lucia Andrade

Aula 2 : “A inelutável cisão do olhar” e “O evitamento do vazio” (cap. 1 e 2 de O que vemos, o que nos olha, de Didi-Huberman) didi-huberman, g. o que vemos, o que nos olha

Aula 3: Ensaio de interpretação: “Ideias do canário”, de Machado de Assis ideias do canario

Aulas 4: Linguagem, sentido e interpretação (cap. 4 de Introdução à teoria literária, de Jonathan Culler) CULLER__Jonathan maior

JANEIRO a março, 2018

25.01 — Aula 5: Ensaio de interpretação: “O sul”, de Borges Ficções_Borges

01.02 — Aula 6: Retórica, poética e poesia (cap. 5 de Introdução à teoria literária, de Jonathan Culler)

08.02 — Aula 7: Ensaio de interpretação: A máquina do mundo, de Drummond drummond-claro-enigma

22.2 e 08.03 — Aulas 8 e 9: A máquina do mundo na interpretação de Alfredo Bosi e A máquina do mundo na interpretação de Silviano Santiago — Seminários dos alunos em busca das especificidades de cada uma das interpretações propostas silviano-santiago-camc3b5es-e-drummond

15.03 — Aula 10: entrega da resenha e discussão de Contra a interpretação, de Susan Sontag Contra a Interpretação – Susan Sontag 

22.03 — Prova final para aqueles que não alcançaram nota suficiente

Avaliação: nota 1 + nota 2 divididas por 2 = média final. A nota 3 servirá para aumentar a média final.
Nota 1 – resenha de um dos textos teóricos conforme passos em Como fazer uma resenha acadêmica (texto na pasta e no blog); nota 2 – seminário; nota 3 – participação em sala, especialmente nos ensaios de interpretação.

Bibliografia
ANDRADE, Carlos Drummond de. Claro Enigma. Rio de Janeiro: Record, 2000.
ANDRADE, Maria Lucia C.V. Resenha. São Paulo: Paulistana, 2006.
BORGES, Jorge Luiz. Ficções. Trad. Carlos Nejar. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
BOSI, Alfredo. Céu, inferno. São Paulo: Duas cidades, Ed 34, 2003.
CULLER, Jonathan. Teoria literária, uma introdução.Trad. Sandra Vasconcelos. São Paulo: Beca Produções Culturais, 1999.
HUBERMANN, Didi. O que vemos, o que nos olha. Trad. Paulo Neves. São Paulo: Ed 34, 1998.
ASSIS, Machado de. Páginas Recolhidas. São Paulo: Globo, 1997.
SANTIAGO, Silviano. “Camões e Carlos Drummond: a máquina do mundo”. In: Walty, Ivete Lara Camargos; Cury, Maria Zilda Ferreira (org.). Drummond: poesia e experiência. Belo Horizonte: Autêntica, 2002, p. 13-27.
SONTAG, Susan. Contra a interpretação. Trad. Ana Maria Capovilla. POA: L&PM, 1987.
SOUZA, Roberto Acízelo de. Um pouco de método nos estudos literários em particular, com extensão às humanidades em geral. São Paulo: É Realizações, 2016.